terça-feira, 23 de agosto de 2011

leslie

ela é tão inteligente, tem o raciocínio tão rápido, é coerente e... tem medo de ser abandonada. legal essa coisa de ser um humano, não?

leslie, meu batman interior agora usa a lei da guilhotina (acabei de inventar), que consiste em decepar 'homens e possibilidades' que vêm com algum defeito como... fobia a compromissos. é frio, seco e calculista.

..... até encontrar o homem perfeito!

eu sei... ela correu o risco e teve um casamento bem sucedido por vinte e três anos. correr o risco... correr o risco... derrubar muralhas... me manter fiel às minhas regras... minha lista...

puta merda. meu richard interior está discutindo com minha leslie interior. puta saco heing? puta que pariu. minha cabeça tempesteia como se eu estivesse em março.

ouvindo: de onde vem a calma - los hermanos

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

in loco

acabei de ler a carta de leslie. como se reivindica a exclusividade de alguém que já está com a mochila nas costas? não se reivindica. por isso escreve-se uma carta (como qualquer coisa escrita, ninguém interrompe sua fala no meio), com explicações cuidadosas e detalhadas, e o problema todo está resolvido.

eu quase rio. eu sempre quase rio lendo coisas, mesmo que não sejam engraçadas. não, eu não sou tão idiota. é que... é aquela sensação de déjàvu sarcástica pra cacete. eu já estive lá também. já escrevi cartas e já fiz inúmeras analogias. e já as enviei para pseudos-richards. e já tive resposta pra tudo também, a là leslie.

ler, às vezes, é como folhear um álbum de fotografias nostálgicas...

eu aprendo muito in loco. de onde eu tive a idéia idiota de pular fora do laboratório, então? zona de conforto é uma merda mesmo... o medo da dor e do fracasso é uma merda maior ainda.

puxa aí uma cadeira. chegou mais um jogador.

ouvindo: goodbye - air supply

domingo, 21 de agosto de 2011

professor

ok, madre tereza... eu não amo por admiração mas, ainda assim, admirar é algo fodidamente intenso.

estar em uma aula de desenho é mais do que ter que arrumar um traço torto. o contato com um conhecedor de arte sutilmente esculpe minhas arestas e dá aos poucos, bela forma à minha noção de tudo o que o homem pode criar visualmente.

admiração por conhecimento, técnica, sensibilidade, experiência. eu costumo chamar de professor.

treino. em breve, vou reproduzir com as mãos tudo o que a minha mente criar. primeiro no lápis. depois nas cores e aí quem sabe, no grafite. que? ah, pincel? vamos ver se ele me convence nessa. pincel... haha.

ouvindo: kuvera - e. s. posthumus

medo

quem passa por aqui e me vê parada, ouvindo ludovico, não imagina a quantidade de programas e arquivos abertos rodando na minha área de trabalho mental neste momento.

estou pensando, sentindo e lendo, desde que acordei. depois de organizar um pouco as idéias, o que mais fica evidente neste momento é aquela palavra... medo. dizem que atos corajosos não são desprovidos de medo, e sim, de ação, apesar de tudo.

"ouse ser a pessoa dos seus sonhos", é a minha voz interior constante... e a pessoa dos meus sonhos é mais corajosa do que isso aqui que tenho sido. me dei conta disso hoje. não me envergonho por não ter sido ontem ou um mês atrás. é o que é... porra.

escudos são como excesso de assepsia quando se é bebê. na hora você não vê a merda que deu, só depois, quando vira uma criança alérgica. escudos pesados não te dão leveza na hora de lutar. anula a sua astúcia. vale a pena? começo a achar que não. correr o risco... ('não jogar' reduz o risco de ganhar a zero).

estão abertos agora os arquivos mentais "o amor é desapegado", "ame apenas, sem explicação" e "a paz é uma sensação boa, se você conseguir atingir". é mais gostoso do que fazer monografias. hehe. e a conclusão é melhor ainda.

não vou sair correndo. não mais. deixe as pessoas importantes passarem por aqui, deixe que permaneçam pelo tempo que o acaso determinar. é simples. de repente eu compreendo o que é desfrutar cada momento com tranquilidade. e agradecer a oportunidade de peregrinar por paisagens, lagos e mares que eu nunca tinha imaginado antes. e que são adoráveis.

ouvindo: zhivago - ludovico einaudi

sábado, 20 de agosto de 2011

temporário

acordei de madrugada e senti um cheiro de chuva, imediatamente parecia que eu estava em são thome das letras, dentro de uma barraca (a minha barraca! uma quechua t3 linda por sinal) com alguém que faz tempo que eu não lembrava... não com tantos detalhes... cheiro? lembrar de cheiro é foda... lembrar de são thome é foda.

é para pôr um ponto final de ouro na minha semana da melancolia. eu não vou me jogar da janela, no entanto essa dor é quieta, constante e real.

devo lembrar que tudo isso é temporário. "a verdade é que a solidão transforma" (dr kundtz).

o patinho feio quase congelou naquela porra de lago, naquele maldito inverno, sozinho. ele sobreviveu, virou cisne (haha, ele já era cisne, sua besta), achou a lagoa certa, está tudo bem agora.

tudo isso é temporário. ferramentas do presente para que se possa construir um futuro de qualidade.

ouvindo: fairytale - ludovico einaudi

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

nômade

quem em sã consciência vai gostar de uma japonesa de vinte e sete anos, tosca, que consegue forçar naturalidade com praticamente qualquer homem (susan rabin ensinou)... que sabe tão bem o que quer (chega a ser utópico e frio), que não tem paciência com qualquer sugestão de idéia fora das suas crenças ultrapassadas... que portanto se irrita facilmente... que então desiste e vai embora procurar outra lagoa...

quem vai querer uma louca que compra livros compulsivamente? que prefere conversar com autores que não respondem com grosseria... não respondem... não conflitam... não diretamente... (eles estão fora da minha realidade e do meu cotidiano)...

ver que eu não consigo aceitar algumas pessoas como são é como levar um soco na cara.

não importa de onde vem o soco e quem deu (talvez ninguém). o que importa é que é na minha cara. dói em mim essa porra.

fui eu quem escolheu essa vida de nômade né. sou eu quem arco com as consequências. sou eu quem fico olhando tudo sozinha, sob o vento, sobre os prédios, usando uma capa preta e conversando confortavelmente com meus próprios pensamentos. às vezes eu me sinto mais confortável com a máscara. às vezes? sempre.

ouvindo: love is a mystery - ludovico einaudi

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

blink 182

eu gosto de blink 182 porque não me lembra ninguém... é a banda que eu gosto... não é u2, não é caetano, nem tiririca... eu gosto porque a bateria do travis me dá vontade de correr... na esteira, ou sob o ar fresco... no asfalto... eu gosto do som limpo daquela bateria...

stay together for the kids... adam's song... stockholm syndrome... i'm lost without you...

são músicas adequadas para ouvir sozinha, são surpreendentes (que nem ver jim carey fazendo joel no brilho eterno... cadê o palhaço? quem diria q jim faz o introspectivo joel tão bem?).

eu ouço blink 182 e me sinto em casa.... opa... eu tô em casa memo! hahahah.

ouvindo: up all night - blink 182 (do album novo neighbourhood, pra setembro)