quarta-feira, 6 de abril de 2011

metáforas ridículas

não pensei em nada pra escrever aqui... eu estou ciente da forma precária de pensar quando eu resolvo quase não comer... é precário mas está funcionando pra acalmar a mente... at least i feel im alive... anyway...

por muitas vezes eu quis usar o escudo da raiva, como sempre faço e sempre me protejo (do que, da dor?)... mas eu que dessa vez resolvi largar o escudo e a bosta do bombardeio está me atacando sem trégua... que caralho.

depois que o bombardeio arrancar meus braços e pernas vou usar o que? cabeçada? puta que pariu.

amigos mais evoluídos que eu (ou amigo) resolve me convencer a não pegar o escudo e me dá um endereço de uma farmácia boa pra comprar um anti-ácido pra me borifar inteira. essa farmácia é longe, é de difícil acesso, o medicamento não se compra com dinheiro e eu estou exausta.

e estou usando metáforas ridículas, de madrugada, com sono, alcool na pança (e no sangue), tabaco nos pulmões (e no sangue), com a maior cara de bunda por estar escrevendo isso publicamente.

deixa pra lá. vou deitar e amanhã é outro dia. vou deitar do lado do escudo, por precaução.

em vez do escudo, vou pegar o ursinho-de-pelúcia-da-compaixão, lembrando dos meus amigos que me querem bem. e quem sabe eu durma por estar com algo macio.

metáforas ridículas, sono, cansaço. boa noite.

ouvindo: just the way you are - boyce avenue

terça-feira, 5 de abril de 2011

procurando sentido

café, cigarros, livro, caderno, caneta, silêncio. duas horas queimando neurônios. procurando sentido... pra que? pra vida, oras. todo mundo tem medo de parar. altamente compreensível... todo mundo tem medo de estar sozinho. eu não. não hoje... amanhã estarei em boa companhia, mas hoje eu preciso disso.

eu sempre fui boa em organização, então por que não parar e organizar as idéias? estou no lugar certo, na hora certa. no fundo (bem fundo), estou em paz.

duas horas... tantos resultados. tantas conclusões. estou aliviada. apesar de ser apenas o começo.

cedo demais pra revelar.

o incômodo é necessário e me empurra pra frente. e eu só tenho a agradecer.

lendo: amor verdadeiro - paddy s. welles
ouvindo: just the way you are - bruno mars (na versão de boyce avenue)

segunda-feira, 4 de abril de 2011

sentir nada

fico me perguntando que tipo de beleza existe na apatia...

este pode ser um ápice do esgotamento... um retiro aliviante rumo à futilidade... nem que seja temporário...

me dá um tapa na cara que eu não vou sentir nada. me mostra um doce pra você ver o quanto eu vou querer comer... leva esse doce embora.

eu que estava buscando um preenchimento de amor verdadeiro, de repente senti qual o gosto do nada em todas as coisas, as pequenas coisas inclusive, e todas elas. e gostei. o nada e o vazio são diferentes, mas muito parecidos. ontem o vazio, hoje o nada. a diferença é que o vazio chama, como um buraco negro, sugando desesperadamente tudo o que há em volta.

o nada não chama nada.

ele é como um carro quando acaba a gasolina, não adianta pisar lá que não vai fazer combustão.

o nada é morno, inodoro, insípido, incolor... não me incomoda, não me afeta, não me dói, não me alegra, não faz nada. simplesmente nada.

ouvindo: miss you love - silverchair

domingo, 3 de abril de 2011

lugar vazio

agora as caixas de som estão sempre ligadas, como se isso pudesse preencher este lugar vazio. a música tem algum poder de gerar calor, mas não a este ponto. o que me consola é poder controlar essa playlist, extensa e cheia de pesar. aumentar o som não alivia, mesmo assim eu aumento.

pela primeira vez estou permitindo sentir o vazio sem medo. já estava na hora de encarar o bicho de frente, visto que, fugir do bicho não vai fazer ele desaparecer. eu não sabia como o vazio podia queimar a barriga, literalmente, e a sensação é fria, amarga e muda.

eu que estava correndo a 100km por hora, resolvi parar para olhar em volta. uma voz interior falou 'tá tudo errado, olha pra dentro', e me dei conta que eu nem sabia fazer isso. de repente, tenho que realizar todas essas tarefas extras que me foram delegadas, pelo acaso, e nem recebi bonificação por isso. mentira. a bonificação vem mais tarde, não falei com o chefe mas eu sei que vem.

amanhã estarei mais habilidosa para gerenciar tais lugares vazios.

o frio não vai me incomodar mais, nem o vento, a chuva... eu respiro fundo, tomo os cuidados necessários com a hipotermia, respiro fundo de novo.

eu só espero, no fim disso tudo, voltar à minha temperatura normal.

ouvindo: meu mundo e nada mais - guilherme arantes

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

mala

eu achei que ia me livrar da asquerosa personalidade daquele cidadão... eis que surge outra mala no meio do meu caminho.

quem nunca sabe o que quer mas quer já... faz manha com cara de cu... se esquiva da responsabilidade dos atos que nem um sabão... critica excessivamente os ausentes mas caga de medo quando estão presentes... vende a alma por muito pouco... não defende o que pensa... aliás, não pensa... aliás, pensa o que todo mundo estiver pensando... aliás, não pensa nada mas só faz bosta.

conviver com gente assim só faz eu entender mais como o mundo tá essa merda.

ou gente assim não sofre porque é idiota, ou... quem tá do lado sofre em dobro.

ouvindo: nada

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

rotina do tédio

isso aqui talvez seja tudo teimosia e insistência em não utilizar as outras abordagens. as dicas profissionais desenvolvidas em consultório. pô, é tão prático. tão simples e objetivo. é só mexer a bunda e colocar em prática.

machucados emocionais são como escaras. demoram pra aparecer, demoram também pra desaparecer. de qualquer forma, o incômodo diário e intermitente fode com a nossa pouca paciência que restou.

a rotina do amor traz consigo a rotina do tédio se alguns cuidados não forem tomados.

aposto que a outra parte também pensa assim.

eu invejo mesmo esses casais de mais idade que ficam repetindo 'ai, a gente nunca brigou'. o que são vocês então, dois vasos? puta que pariu.

mas tem coisa pior que ficar brigando. é ficar engolindo.

ouvindo: happines - the fray

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

remédio motivacional

primeiro post de 2011. esse ano estou lerda, gorda, estressada e desleixada. comecei comendo que nem um porco, minha paciência me permite caminhar meia hora na esteira, no máximo... meu cansaço faz com que eu consiga ler apenas duas páginas de livro antes de capotar. minha falta de organização faz eu perder uma hora por dia olhando pro facebook sem produzir porcaria nenhuma nem sequer aumentar minha rede social saudável. meu dinheiro não está rendendo em nenhum investimento que preste, minhas metas estão claramente obscuras, meu caos não está sendo produtivo.

ô bosta.

não sei se férias a essa altura resolveriam. acho que preciso reestruturar tudo, limpar a casa, repensar minhas válvulas de escape e jogar fora a bagunça que está enchendo o saco.

vou pesquisar algum remédio motivacional. tarja preta. será que a weleda faz?

eu vejo o copo metade cheio. cheio de bosta.

ouvindo: enough for now - the fray