terça-feira, 2 de novembro de 2010

aflição

Analisemos desapaixonadamente os prejuízos que as nossas preocupações injustificáveis causam aos outros e a nós mesmos, e evitemos semelhante desgaste empregando em trabalho nobilitante os minutos ou as horas que, muita vez, inadvertidamente, reservamos à aflição vazia.

dormir mal realmente é uma coisa que não vale a pena em situação nenhuma... que desgraça, quisera eu ser tranquila e relaxada... deixa a vida me levar, vida leva eu...

pior que dormir mal é comer pra caraio... não... pior que comer pra caraio é engordar. ansiedade maldita e imprestável viu.... $%¨&#.....

ouvindo: asleep - the smiths

domingo, 31 de outubro de 2010

gostos

acho que não sei quem sou, só sei do que não gosto...

mas e aí, do que você gosta? 'uhm, olha, eu precisaria pensar pra te falar'... e do que você gostava? 'acho que eu não lembro exatamente'... e tem vontade de alguma coisa? 'vontade mesmo, não'.

o difícil mesmo é esperar os raminhos crescerem depois que poda demais a planta... o duro é esperar o cabelo crescer depois que corta curto demais... a parte árdua é não saber de onde tirar movimento e criatividade depois de se acostumar com o enquadre cinza e maçante da maioria. que se foda a maioria, sim, estou ciente. mas como fazer isso?

minha intuição anda falha... minha pessoa anda comum demais... meu diálogo anda curto... minhas risadas andam curtas... meus atos espontâneos idem...

vou procurar homeopaticamente reestabelecer alguma espontaneidade e repensar meus gostos. e chega de conviver somente com gostos alheios.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

uma bosta

aí a moça cansada vira pro médico rescem formado e fala 'às vezes quando você é casada com um homem tão bom você se sente...' e ele completa '... uma bosta. eu sei bem o que é isso', imaginando a última conversa que teve com seu pai. a muié então fica impressionada por ter encontrado alguém cuja companhia fosse menos angustiante e mais uhm, aliviante. mas não era exatamente culpa dela, do rapaz ou do marido. essas coisas acontecem do nada e do nada atingem esse patamar triste e doentio.

"eu entendo bem o que é tudo isso", falo pra mim mesma.

minhas técnicas pessoais de descompressão já não são tão eficientes como antes.

mas continuo achando que a minha atitude mais evoluída do momento é me fechar numa concha. tem coisa que, além de não ser compreensível para alguns, não é totalmente da conta deles... ou dele. mesmo sendo ele o melhor homem do mundo (ou, ironicamente, exatamente por isso).

ouvindo: we are broken - paramore

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

curto

tem várias coisas simultâneas denunciando que a coisa tá feia. me canso facilmente, minha paciência anda curta... o que anda curto também é o $, mais curto do que eu acho que deveria. a energia em geral anda curta.

estou me dando conta de que minha inteligência emocional também é curta. diagnóstico: burrice emocional. que bosta. se a inteligência intelectual fosse alta, então iria compensar a porcaria da inteligência emocional baixa, mas nem isso. se eu tivesse uns peitos e bundas bons, isso compensaria qualquer das duas inteligências baixas.

resumindo: tá uma merda. e por mais que eu me esforce, tudo ainda anda curto, inclusive minha empolgação e força de vontade.

jerry iria me dar uma bronca pq isso tudo que eu falei vai contra o poder da (boa) intenção.

que se foda a boa intenção por alguns instantes.

o post tá acabando... a música tá acabando... vamos ver se amanhã retomo a luta pelos bons objetivos a longo prazo.

ouvindo: love of my life - jung sungha

quarta-feira, 14 de julho de 2010

bagaço

começou a chover. quando isso acontece o ar fica com um cheiro meio retrô e sei lá, mas me lembra o começo dos anos 90. da época que a gente ia domingo à tarde no carrefour e comprava caixa com seis donuts de sabores variados. coisa de gordo sabe.

tá chovendo, tá frio.

não tenho porcaria alguma pra escrever, parece que eu fui atropelada pelo caminhão e restou um bagaço que está postando agora, aqui, coisa que não tem nada a ver com nada.

às vezes não falar coisa com coisa é gostoso, esse ócio que parece improdutivo uhm.... olha só... não é que é improdutivo mesmo?

o que o cansaço não faz né... acabamos escrevendo coisas ridículas desse tipo.

ouvindo: everything - the juliana theory

terça-feira, 6 de julho de 2010

amigos

the same old problem...

não me sinto só como antes mas, ainda assim, consigo me frustrar. gostaria muito de poder reunir descontraidamente um grupo de amigos e discutir sobre quase tudo de modo politicamente incorreto. regado a exacerbações de sentimentos, palavrões, desabafos sobre infelicidades do cotidiano e coisas assim.

sem vergonha de beber um pouco além da conta. sem vergonha de aparecer mal-vestido, desde que se tenha o $ pra pagar a (larga)... conta.

por obra do destino, meus amigos estão ocupados demais, deprimidos demais (talvez alguns alegres demais) para investirem tempo na minha companhia.

não sei se eu tinha que ter ampliado a rede de possibilidades, ou estabelecido visitas mais frequentes aos meus camaradas, só sei que, de lá pra cá tenho vivido em um mundo à parte. não estou dando uma de emo, só estou reclamando (haha, estou mesmo) dessa porcaria de situação.

quero boas companhias pro happy hour, só isso. quero uma segunda opinião... terceira, quarta. loosers como eu ou, simplesmente, gente que consegue ironizar sobre algo e rir muito disso.

ouvindo: come undone - duran duran

sexta-feira, 2 de julho de 2010

lago de geléia

quando a gente acha que não vai mais entristecer tão cedo, a desagradável surpresa chega do nada.

não é possível que eu tenha um raciocínio tão bizarro a ponto de não ser compreendido pelas pessoas próximas. é como se eu estivesse nadando em um lago de geléia e quanto mais eu me mexo, mais me canso, mais afundo.

e quanto mais eu rezo, mais assombração me aparece (tá bom, agora forcei, mas combinou vai).

tenho cada vez mais certeza de que estou na geléia sozinha.

mas também, quem mandou eu não pensar como o senso comum? me fodo mesmo. quem mandou eu ter opinião tão diferente? me fodo again.

'ontem' eu diria que... se o que sou é também o que escolhi ser, aceito a condição.

mas hoje... bom, hoje admito que meu corpo e cabeça estão cansados.

mas deixa. todos sabem que, apesar de tudo, a melancolia me cai bem.

ouvindo: sentimental - los hermanos